De fato minha ficha ainda não caiu, ligação incompleta,
sem sinal. Pois é. Estou no balanço do mar.
Descrever essa experiência está me parecendo algo um
tanto difícil, não por falta de histórias, mas a dificuldade de transcrever a
emoção de todo o acontecido.
No início, não nego que, como toda novidade, pairava um
ar de um possível passeio tedioso. Mas não, bobo eu. Não imaginava que o amor
ternura que envolvia o navio pudesse mudar a minha ideia inicial de uma viagem
morna.
Talvez se essa oportunidade de viagem tivesse pintado
antes, eu não teria observado da forma que foi.
Amor.
Ah, o amor! Essa entidade magnânima, esse cara sublime!
Famílias, casais de todas as idades, pais e filhos, fãs
de carteirinha...
Horas depois ao me situar na ocasião, comecei a
imaginar as histórias de cada um ali. Queira ou não, todos tinham algo em comum
dentro daquele navio. O rei Roberto Carlos.
Porandubas que se formaram provavelmente ao som do rei.
Mas não pense que o clima era somente aquela coisa
família. Claro que os olhares dilacerantes estavam presentes. Aquele olhar
cheio de coisa que até em convento existe. Porém isso fica pra outro dia...
Quero tentar relatar o lance de amor que existia ali.
Por exemplo: dois dos que estavam comigo choraram em alguns momentos do show do
rei Roberto. Um lembrou da mãe (in memorian) que cantava as canções durante os
afazeres do lar, o outro devido à lembrança do pai (in memorian) colocando o
compacto na vitrola pra ouvir, tudo isso quando menino.
Particularmente achei ducaralho um casal. Eram mãe e
filha, filha essa que me fazia flutuar quando nos encontrávamos pelos arredores
da embarcação. Tatuagens, piercings e alargadores compunham a beleza de Camila,
a curitibana. Tempo depois me perguntava se estava encantado com ela ou com a
forma que tratava sua mãe. Algo de se reparar no olhar. Divino!
No dia do show do magnânimo Roberto, eu estava sentado
sozinho onde cabiam duas pessoas.
Durante a segunda música uma senhora se aproxima e se senta
na escada. Imediatamente a convidei para se acomodar ao meu lado. Que amor de
senhorinha. De vestido champagne, óculos, salto alto, toda trabalhada na
elegância ela comentava comigo: “ele é lindo não é!?” referindo-se ao rei. Eu
concordava, estupefato. Em dado momento comentei com ela que iria conhecer o
Roberto depois do show. Ela retrucou dizendo: “Vai sim! Ele é demais! Eu o
conheço desde 85! Cinco anos atrás ele e a banda foram jantar lá em casa! Vai
sim! Vai sim!”. Fiquei perplexo.
Durante o show, o rei da uma aula de amor. Não só o
love homem mulher, mas de todas as formas. Amor para com tudo e todos. Uma
legítima representação do slogan de amor ao próximo.
Em suma, experiência inenarrável! Se você tiver a
oportunidade, faça o cruzeiro do Projeto emoções com Roberto Carlos. Agora mais
do que nunca entendo o motivo de todo ano ter especial Roberto Carlos no fim de
ano da Globo.
Ah! E por coincidência no dia em que fui ao show do rei
adivinha quem estava lá!? É amigo! Ela mesma. Camila, a curitibana. Lá estava
ela... Num vestido negro à altura dos joelhos, fendas ao corpo, salto, seu
cabelo bicolor amarrado apontava o infinito. Camila, a curitibana rs...
Ósculos e amplexos.

Preciso perguntar desde quando você passou a ver amor em todos os lugares do planeta? Não é novidade, haha 👏😍 Lindo texto!
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