E depois de muito tempo, com uma briga filosófica
interna, me rendi aos aplicativos de pegação.
É o boteco/balada/rolê/festa no bolso. Praticidade.
Onde quer que você vá, tem acesso a alguém que pode querer algo com você. Seja
um dedo de prosa ou até mesmo aquela arroxada gratuita sem compromisso.
Você provavelmente deve estar imaginando que eu seja o
Don Juan de tais aplicativos, gostaria, mas não. Só que não.
Acontece muito de vira e mexe alguém comentar que vai
encontrar com fulano (a) do Tinder, vou responder mensagem do crush, um sururu
com a gata do Kickoff (esse nunca usei, reza a lenda que é o Tinder versão
séria).
Para alguns existe o bloqueio moral/filosófico em usar tais
aplicativos, e por ficar nessa por um tempo, penso ser besteira. A tecnologia
está aí pra ser usada. O problema é que culpamos a tecnologia, mas o imbróglio
é o usuário.
Vou citar dois exemplos de utentes dos apps pegação,
que pra mim são de cagar pelado.
Estou lá feliz navegando no mundo da pegação e me
deparo com a descrição da gata, que em dado momento diz: “não puxo assunto”.
Pelo que entendi, a troca de mensagens no app se dá quando existe interesse
mútuo entre o casal, logo a confusão no meio de campo já passou. Agora é toque
de bola.
Mas na minha cabeça se passou a seguinte questão: o que impede uma ameba dessa de digitar um oi, olá, oie, uma saudação qualquer via telefone? Deve ser problema, pois se a pessoa não consegue se comunicar à distância imagina a peça ao vivo. Naturalmente monólogo à vista.
Mas na minha cabeça se passou a seguinte questão: o que impede uma ameba dessa de digitar um oi, olá, oie, uma saudação qualquer via telefone? Deve ser problema, pois se a pessoa não consegue se comunicar à distância imagina a peça ao vivo. Naturalmente monólogo à vista.
Ok. É o papel do homem conquistar e todo o blá blá blá...
Agora a pessoa se descrever dizendo que “não puxo assunto”, a meu ver, eu
Leonardo compreendo a pessoa como dito mais acima.
No segundo exemplo a cidadona diz assim: “não ligo pro
seu tanquinho muito menos pra suas fotos em Paris”. Isso depois de ver as fotos
da sujeita valorizando um belíssimo par de seios entre quartos, banheiros,
quintais, que não se sabe se são na sua casa ou do vizinho. E você falando do
retrato em Paris? What?!
Para com esse complexo de pobreza, inferioridade, sofrência. Fato que muitas
pessoas fazem do corpo bonito e viagens seus trunfos, sim é. Mas nada impede
ninguém de trabalhar, fazer uma correria, pra viajar, e/ou cuidar do corpo.
Não estou endossando padrão de beleza nem condição financeira,
mas se descrever dessa maneira, a meu ver, eu Leonardo vejo como “tenho
invejinha de você”.
E se você está num app de pegation, se descreva de
forma mais construtiva, sai dessa vala.
Uma não sabe falar a outra tem vergonha de ser quem é
ou tem preguiça de buscar algo melhor. Vai dar tudo certo sim amiguinha, pode
confiar (ironic mode:on).
Ósculos e amplexos.

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