Uma discussão que vez ou outra surgia nas aulas da faculdade
era sobre como só tem mulher magra, com um padrão de beleza típico, na frente
das câmeras em programas jornalísticos. Haveria espaço para repórteres mais
gordinhas no vídeo? Não há _e só uma revolução para mudar isso. Basta vermos a
notícia de que a Globo está, na surdina, tirando as gordinhas de seus telejornais.
Em contrapartida, o mundo da moda está cada vez mais aberto
às meninas intituladas de plus-size (i.e. gordelícias). E nesta semana foi
anunciada que a norte-americana Ashley Graham será uma das capas da badalada
edição anual de biquínis da revista Sports Illustraded, que é publicada desde
1964.
O tabu quebrado por Ashley é significativo, por ser a primeiro
modelo plus-size a estar na capa da publicação. Essa, na verdade, não é uma
ação altruísta e nem vitória do ativismo que ela faz a favor das gordinhas.
Ganha a revista com toda a repercussão que essa decisão trouxe, revivendo uma
grife que já fora importante. E lucra também Ashley, por estar tão em
evidencia, no ponto mais alto de sua carreira que começou há 16 anos _ela tem
29 anos de idade.
Os detalhes publicados pelo site Notícias da TV podem causar estarrecimento na maioria das pessoas, que não estão a
par do mundo do jornalismo. Mas, para quem é próximo, não soa como novidade. Os
testes de roupa, para ver se as profissionais estão acima do peso ou não, são
corriqueiros.
E o horizonte não aponta mudanças, pois não há uma Ashley Graham
no jornalismo brasileiro capaz de romper essa barreira. O triste é que, mesmo
se existisse, a mentalidade de quem comanda a TV ainda está presa no ideal “esbelto/magro”.
Azar deles e de todos, no final das contas. Enquanto isso, a
modelo plus-size esbanja elegância e exibe os biquínis para as “cheinhas” tão
carismáticas que estão por aí.
E digo uma coisa: que biquínis, hein? Um mais lindo que o
outro (risos).
Vejamos juntos...






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