'Santinhas' que viram um vulcão na cama não são safadas


Em um típico teste inspirado nas revistas voltadas ao público adolescente, o portal UOL fez uma pergunta intrigante nesta semana: Você é boca suja na cama? O teste, feito com a consultoria da psicóloga clínica Cristina Borges, especialista em medicina sexual pela Faculdade de Medicina da USP (Universidade de São Paulo), resulta se a pessoa é santa ou safada na hora do sapeca-iá-iá, como diz o outro.

Eu tenho um problema com o uso pejorativo da palavra safada. Explico.

Aquelas meninas mais conservadoras, mais cuidadosas com a maneira de vestir e se portar, ganham a classificação de safadas quando se liberam sexualmente com o parceiro. Ele mesmo tem essa percepção. Conta para os amigos e a moça recebe uma má fama indevida.

Nem a mulher mais liberal e nem a santinha devem ser rotuladas como “perversas” ao expor sem pudor a libido sexual. A vontade de fazer coisas e de receber faz parte do corpo feminino e do ser, independente de como a pessoa é longe da cama.

A palavra safada é negativa, nesse caso (é positiva na intimidade, o que é outra história). A conotação pejorativa leva a garota mais introvertida a segurar seus desejos por vergonha de ser mal falada. Atitude que bloqueia vontades naturais e legítimas.

Isso pode levar até ao extremo de “secar” o desejo, tornar a mulher assexuada não por opção, e sim por uma ação psicológica oriunda de uma pressão externa que a pessoa assume. Na melhor das hipóteses, a moça conservadora que se envergonha de ser só um corpo com um homem, vai atrás de apetrechos e outros estimulantes para buscar satisfação. Daí entram as lojas de produtos sexuais, que tem as mulheres como o gênero líder no consumo. É igualmente notório a quantidade de mulheres dentro de igrejas que compram vibradores e afins. Há vendedoras, no melhor estilo Avon, que comercializam os brinquedinhos para as “santinhas”.

Além das mulheres precisarem superar esse estigma de safada, os homens têm de entender melhor como funciona a mente e o corpo de uma mulher. E não se precipitar em julgar a parceira pelas ações demonstradas no ato sexual.

Para os inexperientes, lidar com uma moça que vira um vulcão na cama é complicado. Porque é pego desprevenido por palavras, vontades e posições inesperadas. Esquecem que, como qualquer outra mulher, se transformar na hora do sexo é natural. E depreciar isso, só porque a menina tem uma aparência mais conservadora, é um erro crasso.

Você quer fazer o teste? Clique aqui e descubra seu "status".

Um comentário:

  1. É... Mais uma vez a mulher é estudada pelo comportamento natural, ser quem é, do jeito que quiser. Eu discordo dessas pesquisas pq nunca tem uma dizendo dos caras que fazem sexo oral, que tem nojo disso, não faz aquilo... Se espantar com o comportamento da mulher na cama??? Muito homem precisa ser homem pra,depois entender a mulher. Eu acho.

    Gostei de como foi escrito

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